Texas Steakhouse

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É só ver fotos de um hambúrguer grande que a gente sai correndo atrás. Com o Texas Steakhouse não foi diferente.

A casa é nova e abriu as portas na região do Santa Lúcia, fica ali na frente do espetinho do Elvis, sabem?

Então, vou ser sincera e relatar toda a minha experiência.

Em primeiro lugar um bomba dramática, eu sou chata pra comer! Sim, a pessoa que vos escreve, que vive de comida, que respira receitas, que pensa gordo, é extremamente chata para comer.  (Isso fará sentido lá na frente, não estou aqui apenas fazendo um desabafo).

Continuando…

Cheguei na casa e meu primeiro comentário foi: A pessoa que abre uma casa de hambúrguer em BH é muito doida pra achar que consegue competir com Duke e Deli, né?

Chegamos, sentamos e fui olhar o cardápio. Duas impressões:

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– Não achei nenhum hambúrguer que eu gostava, todos tinham picles ou maionese. Não como nenhum dos dois. Olhei o cardápio do inicio ao fim várias vezes e já estava querendo ir embora, é que a maioria das vezes eu fico em dúvida entre uns 5, e ali não tinha nenhum que eu gostava dele inteiro.

Segundo ponto era muito barato. Tipo um hamburguer que custa entre R$ 15,90 e R$ 23,90 não pode ser bom (tem um só que é mais caro e custa R$ 27,90). Já fiquei imaginando aquela carne que não é carne, batata congelada, molho ruim.

Quis novamente desistir, mas somos bravos e fortes.

Conversei com o garçom e fiz o seguinte pedido:

– Moço, eu quero Dallas sem salada e sem maionese , extremamente mal passado, tipo tchi, tchi (barulho da chapa quente em contado com a carne), mas quentinho, ok? E uma Coca sem gelo e sem limão, por favor. (Um ps: eles fizeram todas as alterações que eu quis no sanduíche tranquilamente, achei isso muito bom)

Depois que fiz o meu pedido senti um pouco de vergonha de mim, confesso, havia tantas particularidades num simples hambúrguer com Coca Cola que eu tinha certeza que algo não daria certo.

O Lucas, por outro lado pediu um Houston e um Chopp (mais simples que eu).

Começamos a esperar e não foi muito demorado.

Ah, antes que eu me esqueça, chegamos lá num sábado a noite tipo 22h e tinha lugar! OH GLÓRIA! Isso é raro, sabia? Fico feliz quando não tenho que esperar.

Primeiro chegou a bebida, tudo ok! Ponto positivo

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Ai chegou o hambúrguer. Eu estava nervosa, muito nervosa! Eis que chega um hambúrguer GIGANTE na minha frente, olhei pra carne e vi um ponto rosado (festejei), olhei mais de perto e percebi que efetivamente era carne (apesar do preço), celebrei! Olhei para a batata e ela era de verdade, nada de babatas congeladas, até lagrimejei!

ERA REAL!!!

Fui provar o sabor, chorei!

SENSACIONAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Primeiro lugar, a carne ela é macia e suculenta! Muito suculenta! Nunca fiz tanta bagunça na minha vida pra comer, acho que usei todos os guardanapos da mesa, mas quanto mais eu me sujava mais feliz eu ficava (mas eu deveria ter pedido talheres, vacilei). Dentro do meu pedaço de mal caminho haviam duas cebolas caramelizadas que davam uma diferença incrível no sabor.

Olha vou falar uma coisa que é muito séria, muito mesmo. Mas pela primeira vez eu comi um haburguer com preço bom que o sabor chegou no mesmo patar no Deli e Duke. NO MESMO PATAMAR!!!!

Eles não são, na minha opinião, o melhor da categoria deles que é diferenciada e abaixo das duas melhores hamburguerias de BH, mas estão na mesma classe do meu lugar preferido.

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O do Lucas eu não provei, mas parecia muito bom também., como vocês podem ver.

Conclusões da noite e do post:

– Eu não consegui terminar o meu hambúrguer, não porque ele não era bom, mas porque ele era gigante!

– Fui muito feliz e quis chorar no final

– Comeria em quantidades absurdamente absurdas

– Tem Coca

– Minha conta ficou em R$ 27,00

– Fui feliz

– Voltarei várias vezes

– Recomendo lindamente

– Eu sou sincera, acreditem em mim

Facebook: https://www.facebook.com/texassteakhousebh

Endereço: Rua Halley 777 Santa Lúcia

Bomb Shell

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Gente, tenho que contar a minha descoberta de domingo passado!

Comecemos…

Não sei por que a mania dos belorizontinos de achar que os moradores desta linda capital não merecem comer no domingo à noite.

Assim, eu vou à Missa todo domingo, missa das 18:00, ela sempre atrasa, né? Sabe como que é. Aí depois de sair da missa, bate papos com os amigos, aquela história toda. Enfim, conseguimos realmente sair da igreja quase 20h, e, MEU AMIGO, comer num domingo as 20h vira algo como uma missão impossível.

Todos os lugares tão lotaaados, e os outros fechados mesmo.

Aí, eis que fomos para a Savassi semana passada, olhamos para um barzinho que estava cheio, mas tinha UMA mesa e fomos sentar. E esse lugar era nada mais, nada menos que o BOMB SHELL!

Sentamos na mesa e recebemos um cardápio.

Pra começar, não tem como não AMAR um cardápio rosa e verde, sério! Eles têm uma carta de drinks GIGANTESCA, e várias comidinhas gostosas. Eu amo batata rösti (inclusive temos a receita dela aqui), e eu e o Lucas resolvemos meiarmos uma (de queijo, calabresa, bacon e cebola!).

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Ao decidirmos os pratos, o garçom chega à nossa mesa para fazermos o pedido e foi aí que o diferencial começou. O garçom primeiro avisa que o prato deve demorar uns 35 minutos e pergunta se tem problema (alguém sabe como é raro isso em BH? Um garçom te avisar que o prato vai demorar!) depois ele me avisa que um DJ vai tocar e que o couvert custa R$ 3,00 (alguém já viu um garçom avisar que tem couvert e te contar quando vai ser? Porque isso foi quase mágico!).

Pedi minha Coca – neste dia teve que ter gelo, infelizmente,  isso não muda nada pra ninguém, mas eu quis desabafar –  e ficamos esperando nossa batatinha chegar. O DJ não tocou, mas as músicas do lugar eram deliciosas.

Como a noite estava quente, muiiiiiiiiiito quente, o Lucas resolveu pedir um chá gelado de limão. O QUE ERA AQUILO?????????????? O chá mais refrescante da vida! Não sei se tava muito calor naquela noite, se o chá estava muito gelado, se eles conseguiram o impossível que é adoçar o Mate na medida certa, se foi a minha sede! Mas quero voltar lá só pra beber Mate!

Quando os 35 minutos se passaram e a minha batatinha chegou à mesa a saída linda de domingo terminou com um toque delicioso. Por que, nih, que delicia de prato!

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Resultado? Toda vez que penso em comer, penso em Bomb Shell!

Enfim, atendimento ótimo, comida maravilhosa, Chá Mate perfeito!

Vale a pena demais ir lá!

Depos me contem o que vocês acharam!

Beijos, Paulinha.

Site: http://bombshellbar.blogspot.com.br/

https://www.facebook.com/pages/Bombshell-Bar/244109432329794?ref=tn_tnmn

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Salumeria Central

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Sábado eu saí super tarde de casa, e, em BH, querer comer tarde significa FILA!

Depois de várias tentativas frustradas, resolvemos ir à Salumeria Central.

O lugar tem várias opções de queijos e embutidos, além de massas. Um cardápio diferente e gostoso.
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Chegamos lá por volta das 22h40, e tinha – apenas – nove mesas na frente. O desespero bateu, mas eu estava com fome, e isso significa estado profundo de mau humor. Os supermercados estavam fechados e fiquei com medo de procurar um outro lugar mais vazio e a cozinha estar parando de funcionar. Então fechei o zíper do meu casaco, respirei fundo, e enfrentei bravamente a espera.

O engraçado do lugar é que como é muito cheio, ficam várias cadeiras na calçada, aí as pessoas pedem um vinho, uma entrada e começam a comer ali mesmo.

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Eu adorei tudo do cardápio, e acho que tudo tem um preço muito bom, mas estava com tanta fome que não conseguia decidir o que pedir.

Achei muito legal a porção Do Brasil, que é uma seleção de queijos brasileiros com mel. Até aí ok, mas vem uma frigideira de ferro, muito quente, para derreter o queijo! Sensacional! E a casa, muito espertamente, esquenta a frigideira quando ela esfria, então pode comer tranquilamente, sem pressa.

Para acompanhar o queijo eu pedi uma porção de pães da casa.

Quase todo mundo bebia vinho. Eu, claro, pedi uma Coca KS (achei absurdo custar 5,00 para 240ml de coca, mas tudo bem).

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Me senti acalentada com a garrafinha de Coca ao meu lado e fiquei esperando a mesa vagar e meu pedido chegar, sentadinha na cadeira do lado de fora.

Enquanto isso, ficamos olhando a vista do lugar. Gente, é lindo! Fica na Rua Sapucaí, em cima da estação central do metrô, uma vista de tirar o folego!
A mesa vagou até rápido (uns 40 minutos), e foi sentar que o prato chegou.

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A porção Do Brasil é muito gostosa, vem uma quantidade boa de queijo. A nossa frigideira chegou meio fria, então não tivemos a linda surpresa do queijo derretendo. Pedimos para trocar (demorou um pouco, mas imagino que a frigideira de ferro demore bastante para esquentar), e voltou pelando. Aí sim, foi mágico colocar o queijo e ver borbolhas!

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A porção de pães tem um tamanho bom, mas não vem nem uma manteiguinha. Ou seja, pra pedir ela tem que ser acompanhando alguma coisa mesmo. Delicioso, diferente das porções convencionais, ele vem com palitinho de biscoito, croissant, pão ciabata, foccaccia, pãozinho redondo com ervas.

Eu comeria mais, muiiiito mais. Só que a cozinha fechou no meio do meu queijo. O garçom foi na mesa avisar e perguntar se tínhamos mais algum pedido, mas eu tenho um pouco de aflição de resolver as coisas na pressa, então preferi não pedir mais nada. Quando voltar quero pedir a porção de queijos estrangeiros e a porção de embutidos.

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O ambiente do lugar é incrível! É super escuro, e tem luminárias rústicas. Achei divertido que tem duas televisões no teto com a imagem de lâmpadas. Eu ri quando vi, sou boba e não nego!

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Bom, para falar a verdade…
Eu gostei muito! Ando num momento de sorte com os lugares que eu tenho ido comer, no inicio do ano era só desastre.

Achei a comida gostosa, o atendimento bom. Já aviso que demora, mas isso é padrão em BH. A espera para mesas é bem longa, então chegue cedo ou faça reserva ou vá preparado! Para quem for na cara e na coragem, pegue uma cadeira, faça de mesa, e já comece os pedidos. Leve blusa de frio (eu congelei quando fui) e tire fotos da vista.

Se for beber refrigerante lá tem Coca e Guarapan, mas vá com a mente aberta para gastar dinheiro. A bebida é bem cara.

Suco é de latinha, mas tem um de laranja natural. O top da casa, mesmo, são os vinhos. Pra quem gosta, é o paraíso!

Espero que vocês gostem também!
Não esqueçam de comentar!
Beijos,
Paulinha

Comida di Buteco – Parte II

Eu amo tudo que movimenta a cidade. Adoro ver lugares cheios, pessoas andando de um lado para outro, agitação!

Um dos meus dias preferidos do ano é o dia das Eleições! Arrepio de ver o movimento nas ruas! (Sou boba, não nego).

Com o Comida di Buteco não tem como ser diferente! Um festival que coloca todos os amantes de boteco, e até os que não gostam desse estilo – OLHA EU AQUI! – unidos por uma causa!

Dediquei o meu sábado para fazer um circuito Prado, ir no máximo de botecos possíveis, experimentar o máximo de pratos e contar para vocês.

(Terei que fazer uma pausa dramática para me explicar. Gente, eu não gosto de botecos, não curto bares e não nasci para comer costelinha. Se depender de mim eu ia falar que não gostei de quase nenhum, então vou abster da minha opinião para fazer esse post, tá? Vou contar o que as pessoas que estavam comigo acharam).

Ali Ba Bar: Bolinho de tropeiro recheado com linguiça e couve, bolinho de arroz acompanhado de panceta e Tapioca mineira

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Chegamos ao lugar e não tinha mesa, mas ficamos em pé e já pedimos o prato.

Chegou uma porção de tamanho bom, muito bonito, quentinho (acredite em mim, nem todos os lugares são assim).

O petisco era gostoso, mas o que destaca não é nem a mandioca (representada pela tapioca) nem a linguiça (escondidinha no bolinho de tropeiro), mas sim o torresmo, que estava realmente sensacional, bem sequinho.

A tapioca estava uma delicia, mas eles colocaram um molho doce. Por quê??? Por quê??? Eu amo tapioca, mas detesto queijo com açúcar!

Há quem não goste do fato dos itens obrigatórios do prato não estarem em evidência, há quem ache que eles realmente não  tem que se destacar. Então vai de cada um né? Pra mim tanto faz, se o prato for bom, nem ligo!  Mas acho que não sou parâmetro.

Mas um dos pontos mais reclamados aqui era que nem a linguiça nem a mandioca se destacavam, mas o que brilhava era o torresmo.

Bom, nós gostamos, mas não achamos o melhor do dia não!

 Bar do DocaCostela de boi com empada de mandioca recheada com linguiça

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E só os fortes provarão o prato do famoso Bar do Doca! A fila é muito grande, a espera longa e quem realmente quiser entrar no bar tem que batalhar por isso! E sentar na cadeira é igual troféu da vitória! Uma verdadeira prova de resistência do BBB. (Big Buteco BH – Rá, curtiu? Não? Nem eu! #piadaruim)

A empada, que é feita de massa de mandioca e recheio de linguiça, estava fria! Muito fria! Aí não dá! Você pega uma menina chata, que não curte CdB e ainda entrega empada fria? Perdeu pontos comigo. Mas ok, dizem estava gostosa.

A costela estava normal, nada extraordinário. – Pagando R$ 22,00 ninguém esperava um Outback. Eu provei e, no meu mínimo conhecimento sobre o assunto, achei boa. Macia, quente.

Mas não tinha nenhum molho, e uma amiga que já havia ido ao bar, disse que no prato dela veio com molho. #vaisaber

Novamente temos o problema de que o item principal se perde no prato. Com uma costela gigante quem presta atenção em linguiça?

Patorroco: Mini cones com ragu de linguiça calabresa e molho de gorgonzola

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Estava ansiosa – e com muita fome – quando cheguei ao Patorroco. A multidão de pessoas me fez pensar se eu realmente estava num bar ou em um carnaval fora de época. Meus pés doíam, meu estomago roncava, mas eu não ia desistir! Não quando tinha ido tão longe! Não quando só falta o boteco, o campeão de 2012!

E que bom!!!

CÉUS!! O QUE É AQUILO??

Alguém me explica a criatividade de quem pensou este prato! A pessoa pegou aqueles cones que a gente põe doce de leite, fez um molho de tomate com linguiça, recheou o cone e colocou no topo um punhado de gorgonzola!!

Eu amei! Comeria os 16 conezinhos da porção!

O melhor disparado!

E apenas 16,90!

(obs: acho muito legal ver a diferença de opiniões, que mostra que realmente não somos iguais! Eu apaixonei com Patorroco, Lucas, por outro lado, não adorou. Ainda prefere o Armazém do Árabe!)

Conclusão:

Mesmo não curtindo muito esse tipo de comida adorei minha tarde e quero repetir! Muito legal fazer uma um trajeto com vários bares em um dia. Adorei as filas, curti os momentos de espera, e me sentia vencedora quando uma mesa vagava.

Parabéns aos três bares que mantiveram seu banheiro limpinho, cheiroso e organizado!

PONTO DECEPÇÃO: SÓ TEM PEPSI, PODE SER? Obvio que não pode ser! Onde já se viu isso? Morri de sede!

Comida di Buteco – Parte I (Cervejaria Seu Romão, Bar do Antônio (Pé de Cana) e Armazém do Árabe)

O Comida di Buteco começou e a gente não podia ficar de fora. No último fim de semana, começamos a nossa peregrinação pelos bares de BH em busca do petisco perfeito.  E já temos nosso primeiro candidato ao título!

Começamos a árdua tarefa de comer muito no início da noite de sábado. Ajudados pela chuva em BH, demos sorte de conseguir a mesa no primeiro boteco, a Cervejaria Seu Romão, em 15 minutos, isso sem falar da vaga sensacional NA PORTA do bar.

O bar estava lotado, é claro (detalhe: deu dó do Surubim, que fica do lado do Seu Romão. Não tinha nem cachorro de rua na porta. Aposto que ano que vem ele participa do CdB!). Sentamos e já pedimos de cara o petisco Doritos, que é a entrada do CdB. Todos os bares têm que fazer um petisco que tenha Doritos, pra uma competição meio que paralela. O do Seu Romão era o Machos Borrachos.

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Fizeram um prato mexicano, com o Doritos no lugar dos nachos, feijão, queijo e um molho bem apimentado. Ficou até gostosinho, mas o comentário geral era que parecia aqueles pratos feitos em casa, num dia que a galera se reúne pra tomar cerveja e o anfitrião fala “vou arrumar alguma coisa pra gente comer”. Nada de fantástico, mas quebra o galho.

Veio então, o prato principal: “Linguiça a 7 chaves difamada na cachaça”, que é Linguiça de Carne de Sol Suína, bolinho de mandioca recheado e costelinha, acompanhados de molhos.Imagem

O bolinho de mandioca e a lingüiça estavam muito bons, mas, surpreendentemente, o melhor do prato era a costelinha e o molho dela (não me pergunte a lógica, já que os ingredientes do festival são a mandioca e a linguiça). A quantidade era bem inferior à da foto da divulgação (óbvio!), mas, no geral, o prato estava bem gostoso. Recomendado!

Todo mundo feliz e satisfeito, partimos para o próximo boteco. Procuramos meio que na sorte o bar mais próximo e o eleito foi o Bar do Antonio (Pé de Cana). Pra quem não conhece, o Pé de Cana é um dos bares mais tradicionais de BH e sempre fica lotado, mesmo sem o CdB. Claro que, nesse dia, não seria diferente.

O mais divertido desse bar foi o diálogo com o garçom na hora de colocar o nome na lista:

– Tá demorando muito pra chamar?

– Não, só um pouquinho…

– Menos de uma hora??? (ALEGRIA ESTAMPADA NO ROSTO)

– Não.

A vantagem era que o serviço estava liberado na porta do bar, então o pessoal já ia começando os trabalhos ali fora mesmo. Como a ideia era ir em mais um bar, preferimos já começar pedindo. Arrumamos uma cadeira para usar de mesa, incorporamos o espírito praiano (Guarapari, pra especificar melhor) e comemos em pé mesmo. Fica, então, a dica: se você for para o Comida di Buteco, leve a paciência com você. E, talvez, duas cadeirinhas de praia e uma mesa dobrável, o que teria sido bem útil pra gente.

Vamos ao que interessa: comida! O Petisco Doritos era o Boi Ralado, nada mais que maminha ralada com Doritos.Imagem

Fraco! A carne moída lá de casa é mais gostosa, além de não combinar absolutamente nada com Doritos, né. Faltou noção!

Ok, nada que abale o ânimo de bons comensais (gastei!), então pedimos o prato principal: Riquezas de Minas – Bolinho de mandioca recheado com ragú de linguiça, coxinha da asa picante.Imagem

Ninguém sabia o que era o tal do ragu… e continuamos sem saber. Mas nada que o Google não resolva também. O prato estava muito gostoso, o bolinho de mandioca e a linguiça muito bons e a asinha sensacional (de novo o melhor do prato não é a linguiça nem a mandioca). Só tinha um grave problema: o prato veio frio!

Para mim já era o bastante pra eliminar eternamente o bar do festival. Até porque, de acordo com os “especialistas” em gerência de alimentos, estoque e coordenação de cozinha que estavam presentes na nossa mesa, a coisa mais fácil que existe é servir um prato quente. (Nota importante: Esse é o bonito do Comida di Buteco: gente que não sabe fritar ovo vira especialista em cozinha). Vacilo feio!

Como a vida segue e nós tínhamos um roteiro (aleatório) a seguir, tocamos para o próximo bar: Armazém do Árabe, na Serra. E eis que surge o campeão da noite!

Depois de quatro pratos, o petisco Doritos já não parecia uma boa ideia. Essa ideia se afastou mais ainda quando vimos que era um caldo de barôa (!!!!) com Doritos. E eu achando que carne moída não combinava com Doritos.

Fomos direto pro prato principal, o Dibabá: Bolinho de carne recheado com linguiça e kibe de mandioca, acompanhados de salada espanhola de cebola com azeitona. E por favor, parem tudo porque vamos entregar o troféu!

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A almôndega com linguiça estava muito boa, mas o kibe RECHEADO de mandioca (sim, eu disse recheado) era simplesmente fantástico. Que ideia genial! Eu já estava criticando, procurando a mandioca no prato, falando que estava errado quando me surpreendi com essa maravilha! Definitivamente, o melhor da noite. Ah, a saladinha espanhola também era gostosa, mas vinha tão pouco que nem deu pra perceber que era uma salada. Ok, o kibe compensou tudo.

No fim das contas, o saldo foi positivo: cinco pratos, experiências únicas (do tipo Guarapari em Minas) e um gasto até bem justo, já que estávamos em quatro pessoas e cada um gastou, no total, em torno de 50 reais, incluindo as bebidas. Pra comer desse tanto, vale bem a pena, né?

Agora é passar a semana à base de salada e esperar, ansiosamente, pelo próximo fim de semana para continuarmos à procura do petisco campeão. E viva o sal de frutas!

Obs: Queremos agradecer a presença de três jurados especiais que fizeram esse post mais rico, ajudaram na escolha do melhor da noite e fizeram dessa saída mais divertida.

Lud, Victor e Babs, O Para Falar a Verdade adorou a presença de vocês!